O
cérebro é um computador, e como tal,
nunca se engana, porque trabalha em
termos biológicos de sobrevivência.
Aquilo a que chamamos "doença" é um
programa muito específico desencadeado
por ele para lidar com uma situação
problemática da nossa vida.
Informação dada pelo nosso corpo, a
doença é portadora de sentido. Em 1923,
GRODDECK insistia sobre a necessidade
vital de interpretar a doença como uma
"resposta" do corpo a uma solicitação
externa. Para uma mesma solicitação,
essa "resposta" será diferente
consoante a pessoa, o lugar e o
instante.
O conhecimento desses "programas resposta", associado a um trabalho terapêutico,
permite-nos assumir um papel activo no caminho da cura,
sem deixarmos de beneficiar dos recursos muito válidos da
medicina moderna.